Histórias de Vidas Vividas – Danielle Alves, 29 anos, ex-paciente do NACC

Para a estudante de Fisioterapia, Danielle Alves, de 29 anos, moradora de Campina Grande, na Paraíba, falar da época em que esteve albergada no Nacc, durante o tratamento de câncer no Recife, não representa problema nenhum, pois tudo ficou no passado. “Trago boas lembranças dos dois anos (1998 a 2000) em que o Nacc foi minha casa. Por conta do apoio que tive tanto no Hospital Osvaldo Cruz, quanto na instituição, não cheguei a sofrer tanto e nem a ficar deprimida”, conta.

Danielle lembra que até brincava falando para a mãe que estava num pesadelo e ia acordar a qualquer momento. Não chorou pela queda dos cabelos e até chegou a cortar os fios restantes. O mais triste para era ficar longe da sua cidade e da família. “Percebia uma união muito forte vinda de todos que fazem o Nacc, desde os funcionários, voluntários e diretoria, e esses sentimentos aliviavam a tristeza. Eu pensava que se me ajudasse ia ficar curada. Desistir não passava pela minha cabeça”, salienta.

Durante o tratamento, a garota teve algumas complicações e chegou a ficar desenganada pelos médicos. “Quando isso aconteceu, todos que estavam no Nacc se reuniram e fizeram orações pela minha cura, sou muito grata a isso. Esse carinho foi demais”.

A passagem de Danielle pelo Nacc foi tão marcante em sua vida que foi até responsável pela definição de sua carreira profissional. O interesse de fazer o curso de fisioterapia surgiu ao ver a forma como a fisioterapeuta do Nacc à época, Mônica Lobo, cuidava dos pacientes. A menina sonhava até então em ser médica. “Tive problemas no joelho e fui atendida por ela. Via o lado humano como cuidava das pessoas, isso me deixou encantada. Se você não for humano nessa profissão, não vai para frente, pois o contato é corpo a corpo”, destaca.

A futura fisioterapeuta diz que nunca perdeu o contato com o Nacc. Sempre que vem ao Recife, dá um jeitinho de visitar a instituição. A mais recente visita foi no ano passado, no McDia Feliz. “Pelo Nacc eu faço o que for preciso para ajudar. A dedicação da equipe é muito forte. Infelizmente não minha cidade não tem uma instituição igual. Quem sabe um dia não terá um Nacc aqui em Campina Grande?”, falou Danielle Alves.

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